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TERRITÓRIOS, RIZOMAS E O CURRICULO NA
ESCOLA
Francisco Perpetuo Santos Diniz
*
Ana Cristina Lima da Costa
**
Raimundo Erundino Santos Diniz
***
Resumo:
O presente artigo discute a possibilidade de pensar o currículo da escola
formal na perspectiva da formação de um território-rizoma, ou seja, de uma proposta
voltada para o enfrentamento do modelo de educação disciplinar dominante.
Primeiramente, são apresentados os conceitos de território e rizoma, segundo Deleuze e
Educação. Em seguida, discute-se o currículo como a possibilidade de uma integração
interdisciplinar e aberto a possibilidades de um novo fazer educacional.
Palavras-chave
TERRITORIES, RHIZOMES AND THE SCHOOL CURRICULUM
Abstract
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Keywords
da dimensão curricular da realidade educacional brasileira, numa perspectiva
transformadora e comprometida com a superação do modelo de educação
currículo, o ensino e a aprendizagem.
O
Mil Platôs
Mil platôs
basilar o constante porvir, a relação com a terra e a construção de processos de
desterritorialização.
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determinam a formação de territórios: os agenciamentos coletivos de corpos,
concomitantemente. O movimento de desterritorialização tem a ver com o
vespa, destacadas por Deleuze e Guattari:
os processos de reterritorialização não fossem relativos, não
desterritorialização se desenvolve com o processo de territorialização. Vejamos o
Ela implica necessariamente um conjunto de artifícios pelos
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a criação de territórios num constante porvir criando rotas de fuga e unindo-se
estamos nos desterritorializando.
evidenciaram, de forma muito clara, a dinâmica de criação e abandono de
sócius
coletivo. O
sócius
de territorialização e desterritorialização:
social tem por base um meio físico, pois seria impossível concebermos as dinâmicas
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territórios por uma população, povoados ou grupo de pessoas pode ser entendida
em constante interação com o espaço físico onde vive e reproduz a base material
Guattari apresenta as seguintes propriedades:
toda uma série de comportamentos, de investimentos, nos
tempos e nos espaços sociais, culturais, estéticos, cognitivos.
porvir, numa dinâmica de construção e integração, feito o crescimento de raízes
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acaba negando sua origem, não no sentido de simples oposição, mas de mudar
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traço lingüístico: cadeias semióticas de toda a natureza
novas cadeias ou territórios diferentes dos anteriores e aptos a se integrarem a
língua, acaba-se permanecendo no interior das esferas de um
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um mapa recortado:
do rizoma.
constantemente. Ele pode ser rasgado, revertido, adaptarum
indivíduo, um grupo, uma formação social. Pode-se
construído como uma ação política ou como uma meditação.
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uma identidade libertadora.
disciplinas curriculares.
pelas escolas de todo o país, se caracteriza por fragmentação e especialização das
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envolve uma ruptura radical com as formas ocidentais modernas de pensamento
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funcionalidade social.
num constante movimento de ida, volta e transformação.
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verdade da arte dos campos e da
castramentação
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abstrata no interior das escolas.
abarcam multiculturalismo, África, indígenas, religiosidade, sincretismo religioso,
e a luta política, vistas de forma integrada, se constituem em territórios-rizomas
curriculares, novas possibilidades de fazer educação são constituídas. O currículo
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,
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vem de fora e é internalizada.
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e é sempre resultado de um processo coletivo.
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a criação de territórios num constante porvir, criar rotas de fugas e unire-se a
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